O
TERMINAL (Steven Spielberg).
Baseado em fatos reais, o filme conta o surreal episódio ocorrido
com Viktor Navorski, um cidadão da Europa Oriental que viaja rumo a
Nova York justamente quando seu país sofre um golpe de estado, o que
faz com que seu passaporte seja invalidado. Ao chegar ao aeroporto,
Viktor não consegue autorização para entrar nos Estados Unidos.
Sem poder retornar à sua terra natal, já que as fronteiras foram
fechadas após o golpe, Viktor passa a improvisar seus dias e noites
no próprio aeroporto, à espera que a situação se resolva. Porém,
com a situação se arrastando por meses, Viktor permanece no
aeroporto e passa a descobrir o complexo mundo do terminal onde está
preso. O filme aborda temas como xenofobismo e falta de respeito e
consideração com relação a estrangeiros. É um exemplo de que a
globalização não representa verdadeiramente a diluição das
fronteiras, a não ser para o capital. Para o ser humano, as portas
de entrada dos países ricos permanecem bem vigiadas e impermeáveis
à passagem de “consumidores falhos”.
quinta-feira, 14 de novembro de 2013
sexta-feira, 18 de janeiro de 2013
O
SOL É PARA TODOS (Robert Mulligan).
Clássico dos anos 60, o filme conta a história da família de
Atticus Finch, um viúvo que vive com seus dois filhos na pequena
cidade de Maycomb, na época da depressão. Atticus é advogado,
homem simples e de grande caráter. Seus filhos aprendem com ele os
princípios da justiça, do respeito e da igualdade. As crianças
promovem cenas de pura sensibilidade, além de grande valor e
significação para uma melhor convivência. A relação entre pai e
filhos é harmoniosa, terna, e ainda mais solidificada, já que
Atticus é pai e mãe ao mesmo tempo. Quando aceita defender o negro
Tom Robinson, acusado de estuprar uma moça branca, Atticus passa a
sofrer o ódio e o racismo de alguns habitantes da cidadezinha,
inconformados com o seu trabalho. Ao mesmo tempo que leva o caso
adiante, tenta proteger os filhos dos mesmos sentimentos de que é
vítima, sem nunca instigar ou promover a violência. No dia do
julgamento, Atticus prova a inocência do réu, evidenciando a
hipocrisia e o cinismo daquela acusação de caráter preconceituoso.
Ainda assim, o veredicto não envereda pelos caminhos da justiça e o
desfecho da história é surpreendente.
O
SENHOR DAS ARMAS (Andrew Niccol).
Baseado em uma história real, o filme conta a história de Yuri
Orlev, interpretado por Nicolas Cage, um imigrante ucraniano nos EUA
que se torna um poderoso traficante internacional de armas.
Aparentemente, o filme seria apenas mais uma daquelas histórias
violentas que fazem tanto sucesso nos cinemas. Mas, ao final do
filme, se percebe que o mesmo é uma incisiva crítica política à
indústria e ao comércio da guerra, esse lucrativo negócio que
enriquece justamente os principais países que se dizem “defensores
da paz”, mas que continuam promovendo uma camuflada política
belicista.
O
PEQUENO TRAIDOR (Lynn Roth).
O filme se passa na cidade da Palestina, em 1947, meses antes de
Israel se tornar um estado independente. Proffy Liebowitz é um
garoto judeu de doze anos que almeja o dia em que as forças de
ocupação inglesas deixem sua terra. Proffy e seus dois amigos estão
sempre pensando em algum plano para aterrorizar os ingleses, até a
noite em que é surpreendido na rua depois do toque de recolher pelo
oficial inglês Dunlop. Em vez de prendê-lo, Dunlop leva o garoto
até em casa e, nas semanas seguintes, os dois prováveis inimigos
começam uma intensa amizade. E Proffy é considerado publicamente
como traidor, numa experiência que irá marcar sua vida para sempre,
especialmente ao constatar sua genuína amizade com o inimigo.
O
ÓLEO DE LORENZO (George Miller).
Baseado em uma história real, o filme conta a história de Lorenzo
Odone, um garoto de cinco anos com o diagnóstico de uma doença
terminal rara. Seus pais, Augusto e Michaela Odone, iniciam, então,
uma missão extraordinária para salvar Lorenzo, enfrentando médicos,
cientistas e grupos de apoio que relutavam em incentivar o casal na
busca de uma cura. O esforço inesgotável dos dois testa a
resistência de seus laços de união, a profundidade de suas crenças
e os limites da medicina convencional.
quarta-feira, 2 de janeiro de 2013
O
MENINO DO PIJAMA LISTRADO (Mark Herman).
Durante a Segunda Guerra Mundial, uma família alemã se muda de
Berlim para Auschwitz, quando o patriarca é ordenado por Hitler para
trabalhar no campo de concentração. Assim, Bruno, um garoto de 8
anos, filho do oficial, começa uma linda amizade com um menino
judeu da mesma idade. O filme mostra o modo como o preconceito, o
ódio e a violência afetam pessoas inocentes, especialmente as
crianças. É uma fábula sobre amizade em tempos de guerra e sobre o
que acontece quando a inocência é colocada diante de um monstro
terrível e inimaginável.
O
GRITO SILENCIOSO (Bernard Nathanson).
Documentário histórico, produzido na década de 80 pelo Dr. Bernard
Nathanson, famoso médico americano que, por ter sido responsável
por mais de 60 mil abortos, chegou a ser conhecido pelo título “o
Rei do Aborto”. Também fundou em 1969 a Liga Nacional do Direito
ao Aborto, para fazer propaganda em favor da legalização oficial da
interrupção da gravidez. Aos poucos foi concebendo o horror de suas
práticas, principalmente com a inovação do ultra-som, que permitia
ver o feto dentro da barriga da mãe e, no caso do aborto, ver o seu
sofrimento e o seu grito silencioso, comprovando cientificamente que
o aborto é, de fato, uma violência cruel contra um ser vivo
totalmente indefeso.
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