quinta-feira, 14 de novembro de 2013

PEARL HARBOR (Michael Bay). Uma superprodução épica que relata o repentino e devastador ataque japonês à base militar norte-americana em Pearl Harbor no dia 7 de dezembro de 1941. Um ato que chocou o mundo e afetou milhares de pessoas, colocando definitivamente os Estados Unidos na Segunda Guerra Mundial. O filme apresenta um romance baseado no episódio e peca por apresentar apenas a visão estadunidense dos fatos, sugerindo uma glorificação dos seus “heróis” de guerra e uma tentativa de justificar o revide norte-americano. Mesmo assim, é um filme excelente para quem deseja entender melhor os acontecimentos que marcaram a Segunda Guerra Mundial.
PATCH ADAMS – O AMOR É CONTAGIOSO (Tom Shadyac). Baseado numa história verdadeira, o filme conta a história de um médico que não parece, age ou pensa como nenhum doutor que você conheceu antes. Para o Dr. Patch Adams, interpretado por Robin Williams, humor é o melhor remédio, e ele está disposto a fazer de tudo para que seus pacientes sorriam - mesmo que isto signifique arriscar sua própria carreira.
PARANÓIA AMERICANA (Jeff Renfroe). Terry Allen, após perder seu emprego, próximo de 11 de setembro, é bombardeado por notícias de terrorismo. Fica obcecado e desconfia que seu vizinho, um suposto estudante islâmico, é um perigoso terrorista internacional. Dessa forma, passa a usar seu tempo livre para investigá-lo. Enquanto descobre cada detalhe da vida do enigmático vizinho, Terry não percebe que está entrando em um jogo perigoso contra seus próprios medos, numa paranóia sem fim. Essa guerra seria realmente fruto de sua imaginação ou ele estaria prestes a impedir outro ataque terrorista contra os EUA?
OS ANJOS DA GUERRA (Yurek Bogayevicz). Baseado em um caso real, o filme é ambientado na Polônia, logo depois da invasão nazista de 1939. Romek é um garoto judeu de 11 anos separado da família, pouco antes da deportação de todo o gueto para os campos de extermínio. Escondido dentro de um saco de batatas, ele é levado para um vilarejo, onde é adotado por um casal de fazendeiros. Mas Romek luta contra todas as adversidades, desde o ciúme do filho do casal ao pelotão alemão que fiscaliza o local e desconfia de sua origem.
OLHOS AZUIS (José Jofilly). Marshall é o chefe do Departamento de Imigração do aeroporto JFK, em Nova York. Comemorando seu último dia de trabalho, Marshall resolve se divertir complicando a entrada no país de vários latino-americanos. Entre eles está Nonato, um brasileiro radicado nos EUA, dois poetas argentinos, uma bailarina cubana e um grupo de lutadores hondurenhos. Dois anos depois, Marshall vem ao Brasil procurar uma menina de nome Luiza. Uma jornada em busca de redenção se inicia quando ele conhece Bia, uma prostituta brasileira que acaba sendo seu anjo da guarda. Trata-se de um ótimo filme que aborda temas como intolerância racial, preconceito e xenofobia. 

OLHOS AZUIS (Jane Elliot). Documentário feito pela professora Jane Elliot, onde conduz uma experiência de grupo que evidencia o racismo, o preconceito, a submissão voluntária e a conformidade presentes na sociedade. Uma experidência que muda, definitivamente, nossa forma de ver os outros.
O TERMINAL (Steven Spielberg). Baseado em fatos reais, o filme conta o surreal episódio ocorrido com Viktor Navorski, um cidadão da Europa Oriental que viaja rumo a Nova York justamente quando seu país sofre um golpe de estado, o que faz com que seu passaporte seja invalidado. Ao chegar ao aeroporto, Viktor não consegue autorização para entrar nos Estados Unidos. Sem poder retornar à sua terra natal, já que as fronteiras foram fechadas após o golpe, Viktor passa a improvisar seus dias e noites no próprio aeroporto, à espera que a situação se resolva. Porém, com a situação se arrastando por meses, Viktor permanece no aeroporto e passa a descobrir o complexo mundo do terminal onde está preso. O filme aborda temas como xenofobismo e falta de respeito e consideração com relação a estrangeiros. É um exemplo de que a globalização não representa verdadeiramente a diluição das fronteiras, a não ser para o capital. Para o ser humano, as portas de entrada dos países ricos permanecem bem vigiadas e impermeáveis à passagem de “consumidores falhos”.