sexta-feira, 9 de novembro de 2012


A TROCA (Clint Eastwood). Baseado em uma história real, o filme conta a história de Christine Collins, uma mãe solteira extremamente dedicada que, num dia de 1928, se depara com o misterioso desaparecimento do seu filho Walter, de 9 anos. Após meses de buscas intensas, finalmente a polícia encontra o garoto. Mas quando Christine se encontra com a criança, imediatamente percebe que o menino que a polícia lhe apresenta não é o seu filho. A partir de então, ela luta para convencer a polícia a continuar as buscas, enfrentando a truculência e a corrupção policial e tornando-se uma heroína para a sociedade da época.

quarta-feira, 7 de novembro de 2012


A REVOLUÇÃO DOS BICHOS (John Stephenson). Numa alegoria à corrupção do poder na União Soviética comandada por seu líder, Josef Stalin, o escritor George Orwell escreveu “A Revolução dos Bichos”. Considerada um best seller, a obra narra a história do fazendeiro Jones, um homem beberrão e cruel que explora seus animais. Revoltados com seu proprietário, eles se organizam e o expulsam do seu lar. De posse da terra, os bichos passam a controlar o lugar, decretando uma série de novas regras. Mas na busca de uma sociedade ideal se vêem traídos pela opressiva atuação dos novos dirigentes.

A ONDA (Dennis Gansel). Filme de 2008, sendo uma adaptação do clássico de 1981.  Rainer Wegner, professor de ensino médio, deve ensinar seus alunos sobre autocracia. Devido ao desinteresse deles, propõe um experimento que explique na prática os mecanismos do fascismo e do poder. Wegner se denomina o líder daquele grupo, escolhe o lema “força pela disciplina” e dá ao movimento o nome de A Onda. Em pouco tempo, os alunos começam a propagar o poder da unidade e ameaçar os outros. Quando o jogo fica sério e se transforma em violência, Wegner decide interrompê-lo. Mas é tarde demais, e A Onda já saiu de seu controle. 

A ONDA (Alex Grasshoff). Filme de 1981 que conta uma história baseada em uma experiência real feita numa escola de ensino médio em Palo Alto, Califórnia/EUA, em abril de 1967. O filme tem início com o professor de História Burt Ross explicando aos seus alunos a atmosfera da Alemanha em 1930, a ascensão e o genocídio praticado pelos nazistas. Questionado sobre como o povo alemão permitiu que tal absurdo acontecesse, o professor inicia uma arriscada experiência pedagógica que consiste em reproduzir na sala de aula alguns clichês do nazismo: usariam o slogan “Poder, Disciplina e Superioridade”, bem como um símbolo gráfico para representar “A Onda”. O professor Ross se declara o líder do movimento “A Onda”, exorta a disciplina e faz valer o poder superior do grupo sobre os indivíduos. A individualidade, característica da democracia, é considerada como uma desvantagem, valorizando-se, assim, a comunidade acima de qualquer coisa ou pessoa. Os estudantes o obedecem cegamente e a escola inteira é envolvida no fanatismo desse movimento, até que um casal de alunos mais consciente alerta ao professor que a experiência perdeu o controle e passou a afetar a realidade cotidiana da escola. Trata-se de um excelente filme sobre o irracionalismo de certos grupos e o poder doutrinário de movimentos ideológicos, políticos ou religiosos. O uso de slogans, palavras de ordem e a adoração a um suposto “grande líder” se repetem na história da humanidade, arregimentando jovens desavisados para lutas ideológicas, fundamentalistas e terroristas, e mostrando que o fascismo ainda não desapareceu de nosso mundo. Aos educadores, é imprescindível trabalhar junto com os alunos, desde cedo, a ética da tolerância, do respeito à diversidade cultural e da valorização das diferenças.

A LISTA DE SCHINDLER (Steven Spielberg). Conta a história real e emocionante do empresário alemão Oskar Schindler, membro do partido nazista e bom vivant que lucrava com a guerra, mas que, num gesto humanitário de extrema ousadia, salvou a vida de 1.100 judeus, ao mesmo tempo em que contava com o apoio dos nazistas. Aparentando desinteresse pela política e fingindo explorar o baixo custo da mão-de-obra judia, o que Schindler fazia era arregimentar judeus para sua empresa, que de outra forma morreriam nos campos de concentração. É o triunfo de um homem que fez a diferença e o drama daqueles que sobreviveram a um dos mais negros capítulos da história da humanidade graças ao que ele fez.

A HISTÓRIA DE UM MASSACRE (Roger Spottiswoode). Ruanda é um pequeno país da África Central. Por muitos anos, seus 10 milhões de habitantes se enxergaram como um só povo. Em 1916, a Bélgica colonizou Ruanda, implantando um sistema de carteiras de identidade separando a maioria Hutus da minoria Tutsis. Foram dadas aos Tutsis preferências na educação, trabalho e poder. Em 1959, quando Ruanda ganhou sua independência, os Hutus se rebelaram e tomaram o governo, deportando e matando os Tutsis. Em 1990, uma rebelião multi-étnica comandada pelos Tutsis invadiu Ruanda. As tropas francesas intervieram. A invasão acabou quando ambas as partes assinaram um Tratado de Paz em 1993. Um Tratado em que a ONU foi enviada para preservá-lo. O filme conta o testemunho do general canadense Roméo Dallaire, enviado da ONU para comandar a missão de preservação da paz em Ruanda, que não deveria tomar partido, mas apenas garantir que as negociações entre os partidos políticos de Ruanda se dessem em clima de paz. Entretanto, o que ocorreu foi um conflito étnico que se transformou em um dos maiores genocídios da história. O mundo virou as costas para Ruanda e as Forças de Paz da ONU receberam ordem para deixar o país. O general Dallaire, entretanto, sensibilizado pelo sofrimento da população, apelou para a desobediência e decidiu permanecer em Ruanda. Juntamente com uma equipe de 454 voluntários, integrantes das Forças de Paz da ONU, pacificadores de mais de 20 nações, ajudou a salvar 32 mil ruandeses que seriam assassinados na guerra. Roméo Dallaire foi nomeado para o Senado canadense em 2005 e hoje trabalha incansavelmente contra o uso de crianças como soldados e pela prevenção de genocídios. 

A HISTÓRIA DAS COISAS (Louis Fox). Você já se perguntou de onde vêm e para onde vão as coisas que consumimos? Até quando vai existir matéria-prima? “A História das Coisas” é um documentário curto sobre o processo de exploração dos recursos naturais, passando pela manufatura, a compra e o descarte, até chegar ao lixão. Trata-se de um documentário inovador, que utiliza uma linguagem simples e elementos de animação para exemplificar o processo de destruição do nosso planeta. Critica nossos hábitos consumistas e alerta sobre a necessidade de transformar o processo de produção de linear para circular (sustentável).